Mostrando postagens com marcador Meus trabalhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meus trabalhos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pandas!

Boa noite, querida pessoa. Ou bom dia ou boa tarde. Enfim...

Um dia eu constatei que a maior parte das pessoas chegava aqui por engano, via "panda" no google. Procuravam por pandas e caiam aqui, blog no qual eu mal falo de pandas, que só tem panda no nome. Se você, meu caro pudinzinho, é uma das vítimas da falta de senso (minha ou do google) e está lendo isso acidentalmente, felicite-se, porque eu finalmente vou colocar alguma coisa de pandas aqui. Aleluia!

Bem, passo número um para falar de pandas: vá até a Wikipédia e digite "panda" no espaço "pesquisar".
Passo número dois para falar de pandas: liste suas descobertas.

1) Os dois principais integrantes da família (não em termos de classificação biológica) dos pandas são o panda-vermelho (que eu nunca entendi porque se chama panda quando parece tanto com um guaxinim) e o panda-gigante (o clássico urso preto e branco que a maioria de nós acha fofinhos).

Este é o adorável panda-vermelho. Nosso pequeno coleguinha é o único representante de seu gênero, o Ailurus. Comedor de plantas e, eventualmente, de alguns insetos e bichinhos pequenos, ele é nativo do Himalaia e do sul da China. Este animal felpudinho, infelizmente, está correndo riscos de extinção devido a destruição de seu habitat, as florestas temperadas. Felizmente para os pandas-vermelhos, eles têm se reproduzido relativamente bem em cativeiro, havendo esperança na sobrevivência da espécie.

(Visitem sua página na Wikipédia para saber mais sobre eles)


Este é o panda que a maioria das pessoas conhece e ama: o urso-panda ou panda-gigante. Essa coisa cuti-cuti é tão adorada provavelmente devido ao seu temperamento amigável - irritar um deles a ponto de ele querer te atacar não é lá muito fácil, mas aposto que alguns de nós conseguiriam essa proeza. Natural do centro-sul da China, este simpático animal é onívoro, na teoria. Apesar de quase tudo poder ser incluído em sua dieta, ele tem uma preferência (estranha) por bambu. Vai entender. Assim como seu parente (só de nome), o urso-panda está ameaçado de extinção pela destruição de seu habitat, entretanto, para seu desagrado e do de seus fãs, ele não tem a mesma sorte do panda-vermelho no quesito "reprodução em cativeiro". Nosso amiguinho corinthiano, infelizmente, perde a "vontade" quando em cativeiro, o que dificulta bastante a sobrevivência da espécie. Por sorte, apesar da dificuldade, ainda há várias tentativas de preservar o panda-gigante. Vamos torcer para ele colaborar um pouquinho, antes que precisemos de viagra para pandas...

2) A Fiat tem um carro que se chama Panda, o qual eu nunca vi ou ouvi falar antes.



3) As pessoas dão o nome de Panda para coisas muito mais estranhas e "nada-a-ver com pandas" do que o carro da Fiat: antivírus, software para criação de jogos, canal de TV e sabe-se lá mais o que!

4) Pandas são populares também como personagens de desenhos animados: Po, o panda do filme Kung Fu Panda (que eu acho gordo e não fofinho); Andy Panda, do desenho Pica-pau (que eu detesto); Mestre Yo, do desenho Yin Yang Yo! (sem comentários); Sagi, o panda-vermelho do filme Barbie em: A Princesa da Ilha (para quem acha que só os pandas-gigantes têm vez no mundo animado).

Bem, tem mais uma série de curiosidades relacionadas ao panda (seja só de nome ou relacionadas mesmo ao animal), mas eu não vou ficar falando delas. Se fosse para eu ficar repassando coisas que os outros já fizeram, eu mudaria o nome do blog para google_blog...

Só tem mais uma coisa sobre pandas que eu queria apresentar para você que teve paciência de chegar até aqui, sem pular o texto e olhar só as figuras... Enfim, eu quero que todos conheçam o mais novo membro da família dos pandas. Uma salva de palmas para o "charmoso" Panda-de-Botas:

 
(Em preto e Branco - ou quase)

(Ou colorido - bem mau colorido)

Agora que estamos todos apresentados à minha "obra-prima", eu vou me despedir - com a ideia de fazer algo mais útil, que eu provavelmente não vou cumprir.

Até mais!
Mordidas de panda para todos. Sonhem com pandas ^.^!

P.S.: Protejam os pandas, queridos. Não importa se a vida deles não é importante para vocês. A vida de vocês também não é importante para mim, nem por isso eu permitiria que ela fosse tirada. Não deixem que façam isso com os pandas e outros animaizinhos simpáticos do mundo. Que tal se manifestarem entrando em alguma organização em prol do meio ambiente? É legal e não dói.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Peão na Casa da Rainha

Olá, criança ^^.

Não, eu não ligo se você tem seis, quinze, vinte e dois ou oitenta anos. Eu vou te chamar de criança e você vai gostar, entendeu?

Bueno, eu estava há poucos dias escrevendo uma cosita que não é da conta de ninguém e escrevi uma oração (não aquilo que se reza, aquela definição de gramática) que era mais ou menos assim: "Eu me sinto um peão na casa da rainha".
Eu estou pouco me f****** se parece depressivo para alguém. Eu estava triste, chateada, me sentindo um lixo e não dava pra escrever coisa mais feliz que isso!


Enfim, algumas horas depois, eu repensei o que escrevi, com uma atenção especial para essa oração. Ela me pareceu tão, mas tão poética que eu precisava escrever sobre ela. Eu não sou Camões, nem Cruz e Souza, nem Manuel Bandeira, mas eu acho que fiz uma coisa até que bonitinha.
O mais interessante é que foi a primeira vez que eu escrevi uma poesia com dois finais. Sabe, eu escrevi primeiro num momento em que eu estava fragilizada, me sabendo completamente dispensável e saiu um texto de final nada positivo. Mas eu reli mais tarde aquilo, quando eu estava me sentindo melhor, com vontade de ser melhor ou com a sensação de que eu sou melhor, e aí simplesmente veio um final meio "eu tenho o poder, valeu?".
Eu vou colocar os dois e, se você estiver querendo ler coisas boas leia a parte nestas CORES; porém, se você está num daqueles dias em que só a atitude "fosseira" te completa, leia estas CORES.

Bem, aqui vai:

O Peão na casa da Rainha



Eu jogo xadrez há tempos
E percebi que é um jogo cruel,
Com peças injustas...
Não poderia ser mais triste

Os peões andam tão lentamente
Só podem ir em frente
Uma casa de cada vez
Mal jogam
Foram feitos para morrer
São somente usados
Tão pouco valorizados
Até porque mal têm realmente valor
Só seu sacrifício serve para algo
Uma estratégia maior
Um futuro melhor
Um tabuleiro onde ele não mais estará
É raro quando comem outra peça
É raro quando vencem

Os jogadores todos gostam tão mais da Rainha
Ela sim é a peça amada
Tão querida, útil e preciosa
Ninguém mais protege seu Rei tão bem
As rainhas vão a todos os lugares
Se movimentam como ninguém
São rápidas
Vão aonde querem
Para frente, para trás
Para os lados e as diagonais
São as grandes destruidoras do jogo
Se entrarem em seu caminho,
Comem qualquer peça, por mais distante que esteja
São fortes e sua ausência é logo notada
E o desejo de possuí-las é grande, dos dois lados do jogo
Todos querem a Rainha
A peça digna de estar ao lado do Rei
E até seu sacrifício é mais belo que o do Peão

Os peões só têm uma vantagem...

***
Aqueles que forem mais longe
Os que cruzarem todo o tabuleiro
Que invadirem o campo inimigo
Que vencerem todas as batalhas
Serão substituídos por outras peças melhores
Serão trocados por uma Rainha

Eu jamais disse que a vantagem era para o peão
Meu pobre Peão
Meu
Eu
Peão
Um pobre Peão na casa da Rainha
***
~.~.~.~
***
Aqueles que forem mais longe
Os que cruzarem todo o tabuleiro
Que invadirem o campo inimigo
Que vencerem todas as batalhas
Podem se transformar naquilo que desejarem ser
Até mesma em uma Rainha

***


Bem, com um tema tão legal, eu acho que poderia ter saído coisa melhor, mas, de verdade, eu gostei muito... E que Manuel Bandeira me castigue se não fui o bastante (xD).
Mas eu fiz uma coisa que tenho certeza de que deveria ser castigada por ela. E essa coisa foi a divisão do texto por cores. Quem mais faz uma porquice tão grande quanto dividir o poema por cores?!

Porquices minhas à parte, acho que isso era tudo que eu tinha para escrever agora. Então, já que eu não tenho mais nada para ficar enrolando você aqui, é hora de eu me despedir... E não, não é "hora de dar tchau", como diz meu professor de física com hábitos de teletubbie (é assim que se escreve isso??).

Enfim,
Adieu & Bom Fim de Inverno

*Fim de Inverno? O que raios eu estou dizendo?
*Essa p******* de imagem da saga Crepúsculo só pode ser um castigo por eu falar tão mal do livro e do filme. Só pode ser isso, já que a única imagem decente de peão e rainha era essa!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Como as batidas do meu coração

Nada a dizer hoje, nem mesmo os meus sinceros e deprimentes cumprimentos. Meu coração, de fato, dói.


Como as batidas do meu coração

Meu coração ferido e as horas não passam
Suas batidas são mais rápidas que os segundos
E ele dói

Se as horas não passam
O remédio não chega
Só a verdade curará os ferimentos

A pulsação é maior que o tempo
Ela acelera
E ele se retarda

Meu coração dói
E a verdade não chega
O tempo não a traz

A peça que falta
A peça que está errada
Afetam o meu compasso

Meu coração é um quebra-cabeça
Ele é o começo e o fim de tudo
Você é o começo e o fim de tudo

O fim se aproxima
Rápido
Como as batidas do meu coração


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Postando em todas as partes?

Bom dia, boa tarde ou boa noite para você, pessoa querida ^^.

Bem, ontem (19/7/2011) foi o dia em que eu "prometi" (mais para mim do que para algum leitor perdido) que postaria aqui no blog "curiosidades"/"informações adicionais" sobre uma fanfiction que escrevi e postei em três sites diferentes. Não é lá uma promessa muito esperta, mas, já que eu prometi, vamos lá então.


Eu sou meio "nóia" e prefiro começar, bem, pelo óbvio:
  1. Título: Ferida que dói e não se sente
  2. Onde encontrar: Nyah fanfiction; Fanfiction.net e Animespirit.

Não pode ser mais previsível que isso!

Agora que eu já me situei, posso começar a falar besteiras sem parar =D!!!

  1. Eu sou doida, postei a mesma fanfic de três jeitos diferentes, um para cada site. Eu mudei o título ligeiramente, eu arrumei algumas palavras aqui e ali e até dividi o que era um capítulo único em dois em um dos sites (o que me lembra que é melhor parar as curiosidades no mesmo ponto em que eu dividi os caps.).
  2. Para quem não se deu conta ou não se interessou em pensar no assunto, o título é uma espécie de homenagem a Camões, que, na minha opinião, descreveu fantasticamente a "ambiguidade" do amor.
  3. Eu juro que escrevi a história pensando mais em falar sobre o amor e suas "neuras" e não exatamente sobre o casal. O que acontece é que eu adaptei meu tema a um casal que me agradou.
  4. Eu senti vontade de ser um ursinho carinhoso enquanto escrevia, isso teria facilitado um bocado falar de amor.
  5. Essa foi a primeira fanfic de Naruto que eu terminei, mas não a primeira que eu comecei. Tenho sérios problemas com o fandom, porque eu só comecei a acompanhar a história depois de conhecer as fanfics (é difícil estar por fora de Naruto se você quer ler fanfics em português ¬¬) e, graças a isso, eu tenho problemas em manter as personalidades autênticas.
  6. A parte que eu mais gostei de escrever foi o diálogo entre o Neji e a Hinata, simplesmente porque eu gostei do que eu fiz ela dizer.
  7. Acho que acabei transferindo um pouco de mim mesma para a personalidade da Tenten, mas eu me perdoo por esta gafe, considerando que o autor original deixou muitas lacunas a respeito dela.
  8. Ah, aqui vai uma curiosidade non-sense... Eu fiz a trama se passar em um dia chuvoso de verão porque eu gosto de dias chuvosos e quentinhos... E porque eu pensei em como eu ia adorar fazer alguém tomar chuva ^^. Adoro tomar chuva...
  9. Minha frase favorita de todo o texto é uma da Hinata e, recentemente, esta mesma frase que eu escrevi há tanto tempo foi o que me fez enxugar as lágrimas e levantar da cama em um dia que eu estava triste.
  10. Acho que eu sinto vergonha do meu próprio trabalho com esta fic, porque, apesar de ter gostado muito dela, me pareceu um texto muito infantil e tolo.


Well, é isso. Foi um trabalho até que difícil achar 10 besteiras para falar sobre a primeira metade do texto, mas pelo menos eu consegui... Acho.
Nossa, eu me sinto monologando ao escrever este post, nunca escrevi algo assim tão para mim mesma. Preciso urgente de um psicólogo.

Bem, se você leu isso aqui, fique com meus beijos e safanões carinhosos ^.^!
Até a parte 2 desta loucura xD.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Jardim de Infância

Olá, pessoa perdida.

Espero que o título do post não te sugestione a pensar que estou prestes a falar do meu jardim de infância, porque eu não lembro NADICA DE NADA - lembro vagamente da pré-escola e olhe lá que é muito.
O que eu vou escrever aqui é um texto que eu pensei esses dias enquanto escrevia outra coisa. Ele não ficou bem como eu queria, mas está valendo.
Eu não tenho muito para falar sobre ele, acho que ele se explica melhor do que eu e eu não sei bem explicar em que condições eu pensei nisso, então...


Jardim de Infância

    Muitas pessoas lembram de suas infâncias com carinho e saudades.
    Eu pouco me lembro do jardim de infância, mas exponho que manias adquiridas em tão distante tempo podem manter-se em mim e em todos.
    Não quero dizer com o enunciado acima que tenha visto na infância algo que revi na fase adulta. Ao contrário, vi na fase adulta algo que me fez pensar nas crianças e em suas atitudes.
    Eu não me recordo da criança geralmente gentil, de cabelos claros e curtos que levou para o jardim de infância seu mais belo brinquedo. Não me lembro da boneca de rosto corado, cabelos longos e cacheados, feita de material quebrável. Sequer tenho lembrança dos olhos desejosos e curiosos, curiosos e desejosos de outras crianças.
    Não sei sobre nada disso, mas sei que as crianças quiseram brincar com a boneca e insistiram à recusa, acusando a jovem dona de ser egoísta e precisar aprender a dividir. E, mais do que isso, sei do sentimento da pequena proprietária.
    Fosse comida, mesmo a sua favorita, dividiria; mas não sua boneca preciosa, a quem emprestou sua humanidade e deu vida. Ela não é egoísta, mas como pode se arriscar a perder sua amiga para crianças que não conhecem seu valor e não entendem o quanto é apegada a ela?
    Parece fácil o conceito de dividir as coisas mais preciosas... Mas só é fácil de verdade para aqueles que cobiçam as preciosidades alheias. É extremamente simples repartir o que não pertence a si, querer ser o outro dono do que é especial para seu dono de verdade.
    Mas coloque-se do outro lado, seja a pessoa que se arrisca a perder, a nunca mais ver... Não é mais tão simples.
    Ela não é egoísta, apenas não pode dividir o que lhe é mais caro e especial com alguém que não considera digno.
    Quem está realmente errado?
    E se fosse você?
    E se fosse a sua boneca?
    E se não fosse uma boneca?

.~.~.~.~.~.~.~.~.

Foi isso. Não é lá grande coisa, algo que se diga "pelos céus, mas é uma obra prima", mas, é, dá pro gasto. Pelo menos eu acho que poderia ter sido bem pior (ah, até que ficou legalzinho, mesmo tendo sido totalmente diferente do que eu pretendia fazer com o tema).
Se você já teve algo que alguém quis dividir com você, ainda mais um alguém de quem você não suportava nem o som do nome, você entende o que a menina do jardim de infância sente. Se você foi esse alguém, você sabe o que as outras crianças sentem... E eu não sei se concordo com você, neste caso.
Eu, sinceramente, já mostrei que estou menos propensa a reforçar o lado que acusa de egoísmo do que o lado chamado de egoísta. Melhor repensar sobre quem está sendo egoísta. A pessoa que tem e não quer dar ou a que não tem e quer tomar. Eu comparo esse desejo ao desejo de um ladrão, sabe? Mas isso fica para uma outra discussão, num outro dia mais propício.
Texto sinceramente dedicado à piranha, que eu sempre chamei de QI de vagabunda só de ouvir falar, que quis me tirar algo especial. Se eu lhe roubar algo assim tão importante, o que você vai achar de dividir, piranha?

Beijos&Abraços problemáticos
Repensem-se ^.^

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nem perto de ti, mestre...

Olá, pessoa!

Se você, criaturinha do além, acompanha meu bloguinho (qual será o diminutivo de blog??), deve ter notado que eu dei uma "sumidinha" (ou não, depende do seu grau de atenção). Não querendo me justificar, mas já me justificando, eu diria que isso tem tudo a ver com:
a. Meu pobre notebook deu piti. Tive que trocar o HD e isso demorou um pouquinho mais do que o esperado.
b. Eu me mudei (de volta para minha casa, juro) e foi (está) meio difícil reacostumar com a rotina em família.
Enfim, isso não vem ao caso, não é problema seu, você não quer saber, essas coisas.

De qualquer forma, hoje eu fiquei com vontade de mostrar meus dotes de poetisa (AHAHAHAHA, dó dela). Então, para a "alegria geral da galera", eu escolhi um poema (eu nunca lembro a diferença de poema e poesia) que eu escrevi como homenagem a um cara que eu odeio, Vinícius de Moraes. Não, eu não tô nem aí se você gosta dele. Eu acho-o ridículo e ponto final. Já vi muito poeta menos conhecido fazer um trabalho muito melhor sobre suas angústias, medos, desejos, alegrias etc (mas eu poderia salvar algumas poucas exceções do repertório dele, o que não convém agora).


Graças à FUVEST, eu fui obrigada a ler, reler e treler os poemas desse infeliz. Conclusão: eu já estava com raiva de ele "catando a mulherada" e depois ir pedir perdão a Deus, dizendo que a culpa era delas. Meu querido, com todo o não-respeito que eu tenho por você, vai se ferrar. Se você não consegue segurar as suas vontades, não venha pôr a culpa nos outros. Se você era quase um garoto de programa, vai pedir perdão pelos seus pecados, não pelos dos outros.
Enfim, essa repetição chatíssima na obra dele me deu tanta raiva, mas tanta raiva que eu simplesmente peguei o caderno e saí pondo pra fora o que eu achava.
Ah, antes de escrever o poema eu quero dar um aviso: pouco me importa se alguém aí é apaixonado por VdM e quer vir botar moral em mim porque eu reclamo dele, sem escrever um décimo do que ele era capaz. Então, se alguém teve essa ideia, é melhor esquecer que teve.
Então, com vocês:

Fruto do Pecado

Existia a primeira mulher,
Nascida do nada, caminhando para o além.
Existia a primeira cobra,
Nascida do nada, para tentar outro alguém.
Veio a resistência diante da tentação.
Veio a insistência diante da negação.
Estava Eva em seu lugar,
Veio a cobra lhe fazer mal.
No futuro, muitos difamarão àquela,
Dizendo que  o mal pertence a ela.
Mas todos parecem esquecer:
Foi da cobra aquele mal-querer.
À cobra o mal, ao homem o pecado...
Afinal, os céus não caíram sobre a jovem,
Mesmo após sua desobediência.
Então, estava o pecado em quem?
E foi desta forma que se seguiu:
Muito homem no paraíso comendo,
Mas pronto para de boca cheia ir dizendo
"A culpa é da mulher vil".
E foi desta forma que se seguiu:
Muita mulher abusada e maltratada
Por um mal que sequer viu
Após por tal cobra ser tentada.
E assim é:
Nunca houve um só culpado.
Então, meu caro mal-amado,
Pare de dizer que é só nosso o pecado.

É, foi isso aí que eu escrevi.
Aliás, só dois detalhes: não estou tentando santificar mulheres, só estou dizendo que é bem fácil por a culpa nos outros, usar os outros como justificativa plausível para os próprios atos, mas se colocar como autor deles anda mais difícil do que parece; e o outro detalhe é o seguinte, meus caros leitores "ao pé da letra", não estou falando de uma cobra no sentido literal, é uma metáfora, uma analogia.
Agora, pensem bem. Será que eu fui a única a usar a cobra como metáfora para outra coisa? Cuidado com aquilo que leem. Não é o que parece.


Agora, o que eu vou dizer agora é para os atentos que estão se perguntando "Tá, e qual é a do título do post??".
Se você odiou o meu poema e quer se livrar da podridão dele, eu tenho um conselho sincero: leia os poemas do mestre, o gênio Camões. Eu imagino que a maioria odeie o Camões épico, não culpo (embora eu goste bastante desse lado dele), mas leia o Camões lírico. Ele é fantástico e, para aqueles que acham que meu problema com o VdM era ele ser promíscuo, Camões também foi um grande "namorador" em sua época (apesar de ser feio e caolho... alguns de vocês não conseguem conquistar nem com os dois olhos: eis o poder da lábia).
Como eu tenho uma "pontinha" de dúvida de que alguém vá mesmo ir correndo caçar um poema de Camões, eu mesma vou fechar o post com um poema dele que eu acho que continua sendo muito atual, mesmo depois dos séculos passados.
Rufem os tambores e se preparem para:

Aos Desconsertos do Mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos

Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado.

Aqui eu me despeço. Tchauzinho e sonhe com Camões na noite de hoje.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Mistério de Lord Josef

Não, não é nome de filme, se é que alguém se perguntou isso quando viu o nome do post. Isso, meus caros e estimados, é o nome de um dos meus textinhos infantis e talvez enfadonhos, mas que me deu vontade de compartilhar com alguém (que não fosse a pobre da minha irmã, que eu atolo constantemente com minhas histórias e poesias).

Well, eu espero que apreciem minha historinha - pelo menos meu professor do colégio gostou, me deu 10, então deve estar razoável.
Ah, e, antes que se perguntem o que a "foto" do Beethoven está fazendo ali, eu respondo de já que é porque ela era a inspiração para o texto - claro que deveríamos ignorar que era uma imagem de Beethoven e pensar nele como outro alguém, mas enfim...

O Mistério de Lord Josef

    Acordara mais disposto que o normal e também mais cedo, a empregada mal começara a preparar o desjejum quando ele sentara à mesa. Logo após uma bela refeição, saiu de casa rumo ao seu escritório. Não que não pudesse trabalhar em casa, mas preferia dessa forma.
    Andando entre as pessoas, uma coisa sempre lhe chamara a atenção: a forma como o tratavam, principalmente depois que começara seu negócio. Os olhares lançados a ele eram um misto de medo e respeito. Timidamente, uma mulher o cumprimentou:
    - Bom dia, lord Josef - a voz era fina e fraca, ainda mais se comparada à voz grave que lhe respondera:
    - Bom dia também a vossa senhoria. E como vai seu Ilmo. marido?
    - Muito bem, lord. Obrigada por perguntar...
    Não era segredo que causava, só por sua aparência austera e altiva, pânico às pessoas. Era alto, cerca de um metro e oitenta. Nariz e boca eram traços firmes, rijos. Seus olhos raramente deixavam transparecer qualquer tipo de emoção, mas pareciam captar todos. Seus cabelos eram grisalhos e seus trajes, alinhados. Este era lord Josef.
    As ruas de sua cidade, Londres, estavam sempre movimentadas. Céus, que caos! Ele já vivera anos agitados, mas 1900 estava sendo terrivelmente mais desgastante do que qualquer outro ano, em sua opinião. Felizmente, chegara ao seu escritório, que era relativamente silencioso.
    Lá, observou seus arquivos. Havia algumas cobranças pendentes. Lamentou-se por ter que ir cobrar. Foi, então, até a escrivaninha, abriu a primeira gaveta, pegou seu revólver, guardou-o no bolso interno do paletó e saiu do escritório.
   Assim, o agiota foi pelas ruas. Seus devedores não gostariam de sua visita.